O dia em que O BAIACU foi parar na delegacia

Entrevista com o professor e poeta Wellington Costa de Melo

Texto publicado originalmente na edição 16 do jornal O CARAPEBA em 22 de maio de 2012

O BAIACU – Como foi a experiência de um dia acordar com o seu rosto estampado em 10 mil exemplares do jornal que foi distribuído, além de Araruama, em Bacaxá e Saquarema?

Professor Wellington – Foi fantástica. Parecia que todo mundo tinha visto o Baiacu e se encantado com ele. As pessoas me abordavam, na rua, sempre com muito carinho e respeito. De um momento para o outro, eu virei amigo de todo mundo. Tive minhas poesias divulgadas em jornais e programas de rádio.

O BAIACU – Mas você e O BAIACU foram parar na delegacia…

Professor Wellington – Chato, né? O Arlindo brandindo o Baiacu e dizendo que eu ficava incomodando ele com meus telefonemas. Foram os piores momentos da minha vida. Sozinho naquela delegacia, eu senti muito medo. E revolta, porque compreendi que estava ali tão somente porque alguém tinha poder para me humilhar. E o fato de que eu não havia feito nada, não adiantava coisa alguma. Mas logo depois, graças a Deus, chegou o pessoal da imprensa (O Carapeba, o Baiacu, o Hora Certa, o Lemos e o Jornal da Cidade). E eles trouxeram com eles um advogado, o Dr. Nirello, para acompanhar meu depoimento. Em seguida eu participei de uma entrevista coletiva, ali mesmo na delegacia, que foi registrada em vídeo. Mas isso é página virada. Sou católico praticante. Se eu guardasse rancor e cultivasse o ódio, eu não seria diferente deles.

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