Texto publicado na edição 03 do jornal O CARAPEBA em 01 de outubro de 2010
Quem disse que o prefeito não gosta da classe? Ele ama! A jornalista Paula Pêgas fala sobre sua nova rotina de primeira-dama e mãe de primeira viagem do primeiro-filho, o pequeno João.
O CARAPEBA – Como primeira-dama do município, você passou a ser reconhecida e citada em jornais, homenageada e tal. Como está lidando com o fato de ser agora uma celebridade local? Você acha que leva jeito pra “madame”?
PAULA – Não me considero uma celebridade local, longe disso. Por conta do cargo do André, estamos um pouco mais expostos que as outras pessoas, fora isso nada nos diferencia. Sou uma pessoa igual a todo mundo e acho que é assim que deve ser. Não estranhem se me encontrarem na fila do banco, na recepção lotada do pediatra, suada na academia e até no mercado fazendo compras. Minha vida é normal! Não tenho babá para o meu filho, nem motorista, muito menos segurança!
OC – Como começou sua “relação” com Araruama? O que te chamou a atenção, pelo lado positivo e negativo?
PAULA – Na verdade eu nasci em Cabo Frio e sempre morei no Rio de Janeiro. Nas férias, viajava para Região dos Lagos e sempre passava por Araruama. Nada muito além disso. No começo do ano de 2008 vim para cá ajudar na campanha do André Mônica, hoje meu marido, na época candidato a prefeito da cidade. Gostei tanto daqui que nunca mais fui embora. Reconheço que a prestatividade e receptividade dos araruamenses é bacana demais. Porém, por todo mundo se conhecer, a fofoca às vezes predomina na cidade.
OC – Na sua opinião, qual seria a função da primeira-dama na atualidade, já que você rejeita assumir o estereótipo do cargo?
PAULA – Não sou muito fã desse título, “primeira-dama”, porém tenho procurado apoiar e ajudar o André em tudo, desde o equilíbrio familiar até sugestões e participações no seu dia a dia. Meu intuito é colaborar principalmente em causas que tenham por finalidade o bem estar coletivo, essa é minha principal intenção.
OC– Alguém já ouviu de você a frase “você sabe com quem está falando?”. Qual sua opinião sobre essa clássica pergunta local?
PAULA – Não acho legal esse tipo de comportamento, nunca tive e nem tenho problemas com auto-afirmação. Infelizmente ainda nos deparamos com algumas pessoas que fazem uso desse “recurso”. Acho uma pena!
OC – O que é mais divertido: “babar” o seu filhão ou achar graça da “babação” dos sem-noção que eventualmente surgem pela frente achando que estão agradando ao fazerem isso?
PAULA – Lógico que ficar com meu João é a melhor coisa do mundo! (risos)
OC – Que tipo de som rola no IPod de uma primeira-dama? Dá umas dicas aí.
PAULA – Eu gosto de tudo um pouco! Os meus queridinhos: Roberta Sá, Jorge Ben, Natiruts,O Rappa, Mariana Aydar, Monobloco e Janelle Monae. Ahhhhhhhhhhh, confesso que tenho um cdzinho do Luan Santana, pronto, falei!
OC – É verdade que você está se preparando pra correr a São Silvestre em dezembro?
PAULA -Hahaha, quem me dera! Confesso que tenho treinado, só que para o Circuito das Estações Adidas 2010 de outubro, 5 kms apenas. Um dia chego lá,pode me cobrar!
OC – O que você faria como “prefeita”, que seu marido não fez, mas você acha que ele deveria ter feito?
PAULA – Tenho acompanhado de perto a luta do André e sei o quanto ele tem trabalhado por Araruama. Seria injusto eu dizer que faria alguma coisa que ele ainda não tenha feito. Temos bons exemplos disso, como a chegada da UPA, a melhoria da qualidade do ensino, a pavimentação de diversas ruas, etc. Acho que tudo acontecerá ao seu tempo e ele só está começando, tenho certeza que vamos ver muita coisa acontecer.
OC – Por conta do cargo que ocupa, seu marido acaba sendo alvo de críticas. Como você lida com as injustiças que eventualmente ele sofre?
PAULA – Receber críticas faz parte da vida, e quem trabalha para o povo acaba sempre recebendo sua parcela delas, justas ou não. O André sabe lidar muito bem com isso, tem ouvido para as boas críticas e equilíbrio para suportar as injustas. Essas injustiças machucam, sofro junto com ele, mas André tem me ensinado a lidar com isso, sem revides e sem baixar o nível.
OC – Você é considerada uma ótima jornalista, mas está impossibilitada de exercer seu ofício trabalhando pra prefeitura. O desemprego é um fator que nos preocupa muito. Que tal ser colunista do O CARAPEBA?
PAULA – Gostei da idéia, estou aqui para negociações! (risos)

