Texto publicado originalmente na edição 15 do jornal O CARAPEBA em 03 de abril de 2012
O jornal Alerta Araruama, que o “detona” em toda edição, pode soar cruel, tendencioso, seja lá o que for. Mas até agora não ouvimos uma declaração oficial rebatendo tudo o que foi questionado nele. Só ouvimos a sua “indignação” e de seus assessores no programa de rádio, se mostrando ofendidos por supostas calúnias. Então, agora nós perguntamos, de forma objetiva e direta:
1) Deputado, e quanto a lista de seus assessores, que são empresários em Araruama e que não trabalham na ALERJ? (incluindo aí o namorado da sua filha, que estuda medicina em outro lugar). É mentira? O povo quer saber.
2) Deputado, e quanto à blitz da Vigilância Sanitária no seu estabelecimento em Araruama, que inutilizou vários produtos estragados? Isso é mentira ou verdade? O senhor, como membro de uma Comissão de Saúde, não sabe que isso também é caso de saúde pública? Basta dizer sim ou não. Explicar, se for o caso, pedir desculpas e jurar que não vai acontecer de novo. Mas o povo quer saber. O que a gente não quer é viver sendo enganado.
3) Deputado, e quanto ao seu acidente? Graças a Deus pela sua vida e saúde, mas o helicóptero levantou vôo de Iguaba mesmo depois de cortar o motor por duas vezes? Vamos ter que esperar o laudo da ANAC sair, só depois da eleição? O que aconteceu de fato? O povo quer saber.
4) Deputado, e essa história de declaração de bens “distorcida”? Sua casa custou R$ 36mil há 30 anos e o sr. continuou declarando em 2010 o mesmo valor? Acabei de ouvir o Sr. explicar isso no rádio. Há 30 anos a moeda nem era R$, era Cr$! O povo quer saber. O senhor foi para a rádio explicar isso e ficou uma hora reclamando de calúnia, perseguição, ataque, e não explicou se houve erro ou não.
5) Essa história de dizer que a Delegacia Legal, a mureta da Via Lagos, são de responsabilidade sua, é só uma tentativa da sua assessoria de tentar mostrar algum serviço seu como deputado ou o senhor acredita mesmo que conseguiu isso? Porque todo mundo que entende e acompanha pelo menos um pouco da política, sabe que isso não é verdade. E as 400 e poucas emendas, então? Título disso, moção daquilo, pedidos de coisas que todo o mundo sabe que precisam ser feitas e que uma hora necessariamente serão atendidas…
Afirmo que esta carta não está tentando denegrir a sua imagem, como alguém aí do lado vai gritar. Pelo contrário, estou tentando esclarecer que a imagem que estão querendo lhe inventar, esse discurso pré-fabricado pelos assessores de coisas como “eu amo Araruama mais do que todo mundo”, “Araruama conhece a minha história”, e “Miguel é um milagre”, “Miguel é a salvação”, uma hora pode depor contra o senhor. O marketing é cruel, quando usado para tal.
6) Eu creio que o senhor possa estar chateado com a minha atitude de expor isso tudo aqui no jornal. Até agora, eu também estou chateado com o seu mandato. A diferença é que o senhor nunca votou em mim para nada. Eu já, e me sinto no direito de fazer o meu voto valer alguma coisa. Como não dá pra “desvotar”, eu estou tentando ajudá-lo a fazer um bom trabalho como deputado. Falando nisso, o senhor largaria o seu mandato de deputado, conseguido às custas dos nossos votos, para tentar uma candidatura a prefeito, se for o caso?
7) Caso positivo, o senhor teria coragem de encarar uma administração municipal, que gera desgaste constante a qualquer governante, ainda mais cercado de uma assessoria incompetente? Fazendo um paralelo, o que os seus funcionários acham da administração da sua empresa? Eu pergunto principalmente sobre aqueles que ganham pouco e trabalham muito, ou seja, a grande maioria. Os que não convivem de perto com o senhor, hoje em dia. Como eu sou seu cliente e freqüento um de seus estabelecimentos, assisto quase que diariamente situações dentro de sua loja e imagino-as acontecendo em uma administração municipal. Não esqueça que criticar é muito mais fácil do que agir.
8) Os números que provavelmente estimulam a sua pré-campanha a prefeito de Araruama, é claro que tem como base não a sua atuação como deputado, mas sim a predisposição de uma parcela de eleitores que rejeitam o atual governo. E entenda-se “governo” como “grupo”. Porém, o nome do André Mônica, isolado do “grupo”, tem pouca rejeição. E quem é o seu grupo? Os que virão indicados por Garotinho para administrar Araruama? Ou os assessores que estão o cercando, atualmente? Os de Araruama, todo mundo conhece. Com pouquíssimas exceções positivas, que não destacarei por ficar até com medo de citá-los aqui e prejudicá-los de alguma forma diante do grupo. E tem os “forasteiros”, que só vem pra cá em época de campanha.Um de seus “colaboradores de campanha”, chamado em Cabo Frio de “Ímã de Confusão” e “Estelionatário”, em plena Câmara de Vereadores, disse em entrevista que, “nas eleições de 2006 avisamos a ele (Miguel Jeovani) que, ou comprávamos votos, ou perderíamos a eleição, e esse candidato preferiu perder a eleição naquele momento a ter que cometer um crime eleitoral.” Ponto para o senhor. Mas a eleição foi perdida. Só que, depois dessa “dica”, o senhor permitiu que ele continuasse a trabalhar nas suas campanhas posteriores. Nota zero, agora.
9) O senhor já declarou, que não iria entrar em uma campanha para ser prefeito a qualquer custo. Toda vez que se tenta questionar sobre os caminhos que a sua assessoria traça e o senhor tem aceitado, sua atitude tem sido desconversar sobre o assunto. Tem muita coisa ainda errada nessa cidade a ser corrigida, com certeza. Ninguém duvida disso. Dê a volta por cima, chute o balde, e tente ser o melhor deputado que uma cidade da Região dos Lagos já elegeu. Ainda dá tempo.
