Texto publicado na edição 09 do jornal O CARAPEBA em 18 de fevereiro de 2011

A frase de Caetano Veloso deve ser ecoada. Jorge Ben Jor (Ex Jorge Ben) é um homem negro, de 69 anos, que fala errado, veste branco, não tira os óculos escuros e que tem um dos mais excitantes repertórios da música popular brasileira. Das mais lindas baladas como “Que maravilha” as letras que chamo de liquidificador como “W Brasil”. Atendidos meus apelos, o show de Ben Jor foi o presente de 152 anos de Araruama, em meio a uma longa programação religiosa.
A platéia, que ocupava parte razoável da praça de eventos, não assistiu a um show e sim a um baile. Com a “Banda do Zé Pretinho” reduzida a seis músicos contando com ele, o show começou com a música que nomeia a banda, em arranjo duvidoso. Nada que não fosse contornável, assim como qualquer no show que tiveram clássicos como Taj Mahal, Que pena, País Tropical, entre outros. O bis foi anunciado com a desculpa de afinar a guitarra, como se não houvesse outra na coxia. O tecladista improvisou até a volta de Ben Jor. Ao final do show, duas surpresas:
1 – O carinho que Ben Jor teve com uma amiga que subiu no palco e lhe deu um beijo.
2 – A simpatia que ele teve comigo e com meus amigos. Perguntas sobre meu trabalho, fotos, apertos de mãos e salve simpatia.
Fizemos (Nebulosa) um bom show no “Projeto Verão 2011” na Praça Antônio Raposo. A programação segue até o fim de fevereiro no Centro da cidade e no distrito de São Vicente com praticamente todas as bandas da cidade. A prefeitura exigiu registro da Ordem dos Músicos do Brasil para todos os contratados e fez com que a estrutura dos shows seguisse sem o som de palco, o que mesmo fomentando a profissionalização deixa a vida de quem tá começando meio complicada. Eu mesmo, atendendo ao pedido do organizador Célio Bussay, tive que reconhecer firma com o meu registro para uma banda não deixar de tocar.
Começaram os preparativos para o Bloco “Tô Ligadão” do meu amigo Thyago Melo. Este ano o bloco sai em duas datas: Sábado de carnaval em Praia Seca e terça feira no Centro de Araruama. Eu vou dar uma canja pela terceira vez consecutiva e afirmo que é uma realização como músico poder participar, e desta vez ter composto uma música pro bloco.
