Depois de muitas especulações, em primeira mão, toda a verdade sobre o sumiço e o retorno do O CARAPEBA
Texto publicado originalmente na edição 15 do jornal O CARAPEBA em 03 de abril de 2012
Muita gente achou que O CARAPEBA tinha acabado. Se o mundo, que é o mundo, quis se dar ao trabalho de acabar, por que logo a gente iria? Mas chegou a hora de explicar o porquê dessa demora em publicarmos O CARAPEBA 15:
Nosso diretor-presidente, Seu Hélio, entrou em desespero no fim do ano passado. Depois de assistir a alguns filmes de ficção como “2012” e ouvir diversas teorias apocalípticas, o coroa doido resolveu chutar o balde. Vendeu a sua mansão na Pontinha e a casa de verão de Praia Seca, pagou os atrasados de todo mundo aqui na redação, largou o jornal na mão da gente e picou a mula em direção à Uruburetama, sua cidade-natal, no Ceará.
Aqui, o deslumbramento depois de meses sem um tostão, foi total. Nossos credores se emocionaram conosco ao receberem os atrasados. Nunca havia visto um agiota chorando, até então era só o contrário que acontecia. Cheios da grana, finalmente nós fomos às compras. Lojas de roupas, de bicicletas, sex-shops, eletrodomésticos, lanchonetes, restaurantes, charutarias… Teve supermercado batendo recorde de vendas só com os funcionários do O CARAPEBA. Nossas ex-mulheres encheram os salões de beleza da cidade, e os botequins pés-sujos que tocam forró se enchiam delas nos finais de semana. Os oficiais de Justiça tiveram mais tempo para entregarem outros mandados, ao invés de ficarem nos caçando para entregar cobranças atrasadas de pensões alimentícias das mais diversas.
Graças a esse fenômeno, a renda per capita de Araruama subiu assustadoramente. Segundo os cálculos da FIRJAN, tudo isso gerou um crescimento de 800% na economia local.
Mas “a casa caiu”. Como vovó já dizia, “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”. Poucos meses depois, ninguém nem sequer ameaçava voltar ao trabalho. Com o jornal parado, vieram as dívidas no cartão de crédito. Depois, os juros altíssimos. Agora, a volta de Seu Hélio, disfarçando o mico que pagou com essa história de fim do mundo. E o pior: temporariamente, ele estará morando aqui na redação. Não tem dinheiro pra comprar uma casa e tudo o que lhe sobrou é O CARAPEBA. Ele havia doado toda a sua grana pra uma instituição de caridade chamada “Lar do Futuro Político”, que abriga filhos de prostitutas abandonados, no interior do Ceará.
Tivemos que botar o jornal na rua. Os apelos de milhares de fãs e cobradores (não necessariamente nesta ordem) nos fizeram voltar à ativa.
E já que o mundo (ainda) não acabou, que continue assim. E se por acaso for acabar mesmo, provavelmente deve começar por aqui. Então, aproveite para escolher uma religião dessas que apresentamos na página 3, e busque a sua salvação, antes que seja tarde demais.
*Aos leitores que não conhecem o nosso diretor-presidente-jornalista Seu Hélio: vocês devem estar horrorizados com o jeito que escrevemos sobre ele. Saiba que ele é analfabeto e não vai descobrir nada do que está sendo escrito aqui. Por favor, não seja você a nos caguetar; ok?

