O trágico fim do “Colhãofone”

Texto publicado na edição 08 do jornal O CARAPEBA em 03 de fevereiro de 2011

Foram anos dando as boas-vindas aos que adentravam o Parque de Exposições Manoel Marinho Leão, apesar das pequenas polêmicas. O monumento – instalado na entrada do Parque durante a gestão do ex-prefeito Chiquinho, consistia em um telefone público em formato de touro, com um peão montado nele. No lugar dos genitais do do touro, ficava localizado o telefone propriamente dito. Um meio de comunicação um tanto quanto diferente, digamos.
Em vez de ser como os populares orelhões, em formato de concha, a engenhoca era chamada por alguns de “colhãofone”. Apesar de chamar a atenção e ter virado um ponto de encontro do local, muitos evitavam usar o aparelho. Sabe como é, cidade pequena, pega mal. O paraibano Severino, morador da Fazendinha e freqüentador assíduo do local em época de shows e exposições, afirma: “Não fui criado pra isso não. Prefiro gastar meus créditos do celular do que meter a boca nesse negócio aí”, afirma ele, sem deixar claro se está brincando ou falando sério. Outros, ao contrário, faziam questão de posar para fotos no local e orgulhosamente, detalhar a situação. Como em um comentário ouvido por um passante no auge da fama do telefone:
-“Oi primo, estou falando com você sabe de onde? Do colhão do boi aqui na Exposição! Vem pra cá que vai ter show do Elymar Santos!”

Há algumas semanas, depois de anos de polêmica, inúmeras fotos e sucesso, veio o fim trágico.Durante uma manobra desastrada de um motorhome no local, o colhãofone foi atropelado e destruído. Algumas pessoas, que viram o touro “nascer” no local, correram desesperadas tentando juntar os pedaços de fibra de vidro, mas já era tarde. Em seu lugar, deve ser instalado um novo monumento. Dessa vez, um cavalo quarto-de-milha, mas sem telefone em suas partes íntimas.

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