Rádio Mar Aberto – Com quem está a verdade?

por Leo Anelhe – Texto publicado originalmente na edição 15 do jornal O CARAPEBA em 03 de abril de 2012

Uma emissora de rádio comercial da região tem colocado constantemente uma gravação no ar que aborda uma lei sobre o funcionamento das rádios comunitárias, que no entender da sua direção, as da região não estão cumprindo o que estabelece essa regulamentação.
Como administrador da Radio Comunitária Mar Aberto, afirmamos que essa emissora tem cumprido o que determina a Lei. Desde que assumimos a direção, tivemos o cuidado de não misturar as coisas, ou seja, ela teria que ser comunitária. Partimos para essa missão, convocamos os jovens moradores locais interessados e criamos um projeto chamado “Escola de Rádio”, que deu certo. Considerando as dificuldades para a sobrevivência , inclusive entramos com um projeto na Prefeitura de Araruama.
Os moradores da Praia Seca entenderam e abraçaram essa ideia. Alguns empresários nos apoiaram buscando melhorar a qualidade da rádio, porque entendemos que podemos ser pequenos, mas temos que ter qualidade. Sabemos que o empresariado local enfrenta dificuldades para manter seus negócios, a associação de moradores não é rica e nem tem muitos recursos, então procuramos baratear os custos para alcançarmos nossos objetivos.
Apesar disso tudo, vencemos. Temos uma programação com um grande espaço ocupado pela Comunidade, como o Programa da Associação de Moradores, Escola Educação, SOAPRAS e outros. E o que é mais importante, operados e apresentados por moradores locais.
Sobre a questão dos apoios culturais, fomos denunciados a ANATEL e encaminhamos documentos e a gravação de nossas vinhetas. Anexamos um modelo de como as rádios comunitárias do Rio de Janeiro gravam as suas, e estamos aguardando o pronunciamento da ANATEL para que, se estivermos infringindo a Lei, que ela nos oriente como proceder. Inclusive, é bom frisar que é do nosso conhecimento que a própria organização tem dúvidas sobre esse assunto.
Após um ano à frente dessa emissora comunitária, sinto orgulho de ter contribuído de alguma forma para dar a você, morador da Praia Seca e adjacências, a oportunidade de dispor de uma emissora que não tem nenhum compromisso político e sempre fez questão de ser ética. Quanto a sermos ou não comunitária, quem decide é você leitor/ouvinte. Aproveito para aconselhar que ouçam também a radio Mar Aberto no seu site, que transmite a programação em tempo integral.

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